segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Real Moitense fica com vice campeonato da Superliga de Futsal





A grande final da Superliga de Futsal contou com momentos
espetaculares e fechou a temporada 2013 do calendário da Confederação
Brasileira de Futsal em grande estilo. No Ginásio Constâncio Vieira,
em Aracaju (SE), Real Moitense (SE) e Atlântico (RS) disputaram o
troféu de campeão da competição nacional. O jogo terminou empatado em
5 a 5 no tempo normal, e em 2 a 2 na prorrogação, que teve gol
faltando poucos décimos para o fim. Com o placar, os gaúchos acabaram
ficando com o título da Superliga, já que haviam feito melhor campanha
na competição.

O jogo

Contando com o apoio do torcedor, o time de Moita Bonita entrou um
pouco nervoso em quadra e deu espaços para os visitantes, que souberam
aproveitar. Em cruzamento da esquerda de Bagatini, Keké apareceu no
meio da área e desviou com estilo, de letra. A bola passou no meio das
pernas de Rogério e entrou no gol.

Moita perdeu uma grande chance de empatar com Pita. Ele tabelou com
Cris e ficou cara a cara com Gaúcho. No lance, o goleiro do Atlântico
conseguiu fechar o ângulo e impediu o gol de igualdade dos sergipanos.

A reação do Moita contou com um balde de água fria aos 5 minutos. Em
rápido contra-ataque, a defesa sergipana se viu encurralada por um
trio de ataque do Atlântico. Pela direita, Keké conduziu a bola e
tocou para o meio da área. Na tentativa de tirar o lance, Bebeto se
jogou de carrinho e acabou colocando contra o próprio patrimônio.

Mal deu tempo dos sergipanos se reerguerem. Com ataques velozes e
passes precisos, o Atlântico chegava com frequência ao ataque e
conseguiu marcar o terceiro com 8 minutos de partida. Em triangulação
rápida, Tininho apareceu livre no meio da área e tocou para Rafael
apenas desviar para as redes.

A máquina de gols dos gaúchos seguiu funcionando. Aos 14 minutos, foi
a vez de Camargo marcar o dele. O ala do Atlântico recebeu passe de
Alexandre na ala direita e tentou o chute. Rogério fez a defesa
parcial, mas o próprio Camargo aproveitou o rebote para marcar.

De placa

O placar já elástico e negativo fez o ginásio se acalmar um pouco.
Porém, Hiltinho incendiou a torcida novamente. Ele conseguiu se
desmarcar e ficou livre para o passe na esquerda. Quando recebeu a
bola, Hiltinho mostrou categoria, deu um toque por cobertura na saída
de Gaúcho e marcou um golaço.

O caldeirão sergipano voltou a ferver aos 18 minutos. Em linda jogada
individual pela direita, Fabinho deixou Hector para trás e bateu
cruzado. Bebeto se jogou, desviou com o peito e marcou mais um lindo
gol para o Moita Bonita.

A emocionante etapa inicial parecia que não teria fim. No mesmo
minuto, uma jogada ensaiada de lateral fez a bola chegar nos pés de
Keké, que bateu forte, da entrada da área, e jogou no cantinho. No
ataque seguinte, Moita ganhou a oportunidade de diminuir novamente,
depois que sofreu a sexta falta. No tiro-livre direto, Pita cobrou no
alto e marcou o terceiro dos sergipanos, sacramentando o placar da
etapa inicial.

Reação

A volta para o segundo tempo contou com o Moita Bonita partindo para
cima desde o início. Assim, logo com 1 minuto, Bebeto aproveitou
cobrança de lateral pelo alto e pegou de primeira, marcando mais um
golaço para o time da casa e dando novo gás em uma possível reação.

A decisão ganhou ares de nervosismo. Enquanto o Moita buscava a todo o
custo o empate, o Atlântico trabalhava mais a bola e tentava chegar ao
ataque de forma mais lenta.

Até que o time de Sergipe resolveu conseguir o inacreditável. Aos 5
minutos, Cris avançou pela ala direita e emendou um chutaço cruzado,
que morreu no ângulo oposto de Gaúcho e decretou o empate na partida.

O jogo aberto quase deu ao Moita a virada aos 17 minutos. Em jogada
ensaiada de cobrança de falta, Cris rolou para Neto finalizar de
primeira. A bola desviou nomeio do caminho e tinha endereço certo no
fundo das redes, mas Bagatini foi mais rápido e conseguiu salvar os
gaúchos. Sem gols no tempo normal, a decisão da Superliga seguiu para
a prorrogação.

Eletrizante

Como um banho de água fria, logo no começo a equipe do Atlântico
conseguiu o gol e passou na frente da partida, com Rafael. A
adversidade não desanimou o time da casa. Na etapa final da
prorrogação, o time de Moita Bonita conseguiu uma virada incrível.
Neto marcou aos 26 segundos do segundo tempo e Pita deixou o dele, de
cabeça, faltando apenas 10 segundos para o fim.

Quando o Ginásio Constâncio Neto já comemorava o feito histórico que
Moita Bonita ia realizando, o time acabou sendo castigado faltando
apenas 3 décimos para o fim. Uma cobrança de lateral ensaiada caiu nos
pés do artilheiro Keké, que emendou um chutaço, rasteiro, e marcou o
gol de empate, que deu ao Atlântico o título da competição, já que
havia feito melhor campanha.

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